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Edição nº 17·Segurança Pública

A Bahia Envelhece sob Pressão

Entre a violência que mata e a urgência de aprender a arte de envelhecer

Por Ricardo Justo·Semana de 14 a 20 de junho de 2026·14 min de leitura
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Há momentos em que uma sociedade precisa encarar o espelho, perceber suas rugas, seus cabelos brancos e fazer perguntas incômodas. A Bahia vive um desses momentos históricos que exigem um debate maduro e sem rodeios sobre suas vulnerabilidades e contrastes sociais, sendo preciso confrontar indicadores críticos.

INTRODUÇÃO

Há momentos em que uma sociedade precisa encarar o espelho, perceber suas rugas, seus cabelos brancos e fazer perguntas incômodas. A Bahia vive um desses momentos históricos que exigem um debate maduro e sem rodeios sobre suas vulnerabilidades e contrastes sociais, sendo preciso confrontar indicadores críticos.

Se, no artigo anterior, analisamos o preocupante cenário revelado pelo "Atlas da Violência" e defendemos a necessidade de um grande "Pacto Pela Vida" como resposta técnica, institucional e social ao avanço da criminalidade, agora ampliamos essa reflexão para outro tema igualmente urgente: o envelhecimento da população brasileira e as condições concretas que estamos construindo para que as pessoas envelheçam com dignidade.

O recente lançamento da obra 'A Arte de Envelhecer', escrita pelo teólogo, psicólogo e educador, Dr. Nilo Belotto, traz à esfera pública uma provocação necessária. Envelhecer não pode ser compreendido apenas como um processo biológico inevitável.

Trata-se de uma experiência profundamente política, social, econômica e cultural. Em Estados marcados por desigualdade estrutural, precariedade dos serviços públicos e escalada da violência, a velhice deixa de ser uma etapa natural da vida e passa a ser, para milhões de brasileiros, um território de vulnerabilidade.

Na Bahia, por exemplo, essa realidade é urgente: o Estado tem o maior número de pessoas centenárias do país, mas enfrenta o desafio de garantir que a longevidade seja acompanhada de dignidade. Por isso, há a necessidade de esforços conjuntos que aliem políticas públicas efetivas, planejamento financeiro e cuidados preventivos ao longo de toda a vida.

A contradição entre a arte de envelhecer (o cultivo da sabedoria, do afeto e da plenitude) e a incapacidade do Estado de proteger a vida ganha contornos dramáticos. A pergunta que emerge é simples, embora desconfortável: como discutir a arte de envelhecer em uma sociedade que ainda não aprendeu a proteger a vida?

A resposta, todavia, não é simples, pois exige uma mudança de perspectiva: precisamos enxergar a longevidade não como um fardo, mas como uma resistência política. Isso implica cobrar políticas públicas de cuidado, saúde e segurança intergeracional, enquanto ressignificamos o envelhecimento com dignidade e autonomia.

Falar sobre a arte de envelhecer no cenário atual significa, portanto, fazer da própria longevidade um ato de denúncia e de reivindicação política. Não há "envelhecimento ativo" sem que o Estado garanta, em primeiro lugar, o direito básico de permanecer vivo com dignidade.

Aconteceu, o JUSTAMENTE NEWS explica!

Boa leitura!

Idoso em Salvador, frente à Cidade Baixa — a Bahia envelhece sob pressão.
Idoso em Salvador, frente à Cidade Baixa — a Bahia envelhece sob pressão.

I. A DESINTEGRAÇÃO DO TECIDO SOCIAL DESTRÓI O DIREITO DE ENVELHECER

Proteger a vida hoje é garantir o direito de envelhecer amanhã.
Proteger a vida hoje é garantir o direito de envelhecer amanhã.

Por décadas, o debate sobre segurança pública no Brasil concentrou-se quase exclusivamente sobre a juventude periférica, especialmente homens negros submetidos às dinâmicas de exclusão urbana. Embora essa realidade continue dramática, há uma dimensão frequentemente ignorada: a violência compromete diretamente a possibilidade de envelhecimento saudável de toda a população.

O medo cotidiano altera hábitos, restringe circulação, reduz convivência comunitária e provoca o isolamento social de idosos. Em cidades marcadas pela criminalidade crescente, muitos deixam de frequentar praças, igrejas, centros culturais e espaços de convivência, exatamente os ambientes que sustentam a saúde mental e o pertencimento coletivo.

O sociólogo Zygmunt Bauman (2008) alertava que uma sociedade marcada pelo medo permanente tende a corroer os próprios vínculos humanos que sustentam a democracia. A tese deste sociólogo polonês é que a sociedade contemporânea é movida por uma ansiedade difusa e constante.

A atual sociedade carrega um tipo de ansiedade que gera um sofrimento desproporcional, fazendo com que a pessoa evite situações sociais ou de desempenho. Nesse cenário, os medos perderam sua origem clara e se tornaram "líquidos", ou seja, são difíceis de prever, localizar ou combater.

Quando a violência se torna regra, envelhecer deixa de ser um processo natural e passa a ser uma experiência marcada pela retração da liberdade. Em outras palavras, segurança pública não é apenas política criminal. Segurança pública é política de longevidade.

A violência contra a pessoa idosa é algo sociocultural, sendo os maiores agressores a própria família, bem como o Estado quando não assegura os dispositivos legais, o que faz do investimento em políticas de prevenção, educação e conscientização uma peça fundamental para a desconstrução dos estereótipos sobre a velhice e a garantia da proteção social da pessoa idosa.1

II. ENVELHECER COM DIGNIDADE EXIGE UM NOVO PACTO SOCIAL

Um novo pacto social: segurança, saúde, inclusão e dignidade caminhando juntas.
Um novo pacto social: segurança, saúde, inclusão e dignidade caminhando juntas.

O "Estatuto do Idoso" tem se configurado como uma das principais leis de representação da pessoa idosa. Contudo, são muitos os estereótipos sobre a velhice que colocam em risco a integridade física e emocional do idoso, somada à exclusão social.

O Brasil está envelhecendo rapidamente. A Bahia acompanha essa transformação sem possuir, ainda, uma estrutura pública suficientemente preparada para responder ao desafio. O envelhecimento populacional na Bahia é acelerado, superando a média nacional em algumas estimativas.

Com mais de 2,4 milhões de pessoas idosas e o maior número de centenários do país, o Estado enfrenta o desafio de adaptar seus serviços sociais e de saúde a uma base populacional que pode ter quatro em cada dez cidadãos na terceira idade até 2070.2

Não basta ampliar hospitais ou construir unidades de saúde. O envelhecimento exige uma visão integrada de políticas públicas. Mobilidade urbana acessível, atenção básica preventiva, programas permanentes de atividade física, incentivo à leitura, combate à solidão, proteção patrimonial e políticas de inclusão digital precisam fazer parte de um novo desenho institucional.

A filósofa Hannah Arendt (2007) ensinava que a política existe para organizar a convivência humana em torno da dignidade comum. Quando o Estado falha em proteger aqueles que envelhecem, falha precisamente em sua razão fundamental de existir.

É exatamente aqui que o conceito do "Pacto Pela Vida" ganha nova dimensão. Não se trata apenas de combater homicídios ou reduzir índices criminais. Trata-se de reorganizar prioridades públicas para construir uma sociedade onde viver mais signifique viver melhor.

A desigualdade social que marca o envelhecimento populacional na Bahia não pode ser compreendida apenas pela ausência de renda imediata, mas sobretudo pela profunda assimetria na distribuição do patrimônio e das oportunidades de acumulação ao longo da vida.

Enquanto uma pequena elite, global e local, amplia continuamente sua riqueza por meio da rentabilização do capital, milhões de pessoas permanecem aprisionadas em um ciclo estrutural de vulnerabilidade econômica, incapazes até mesmo de garantir estabilidade financeira básica.

Trata-se do que organismos internacionais como o Banco Mundial denominam "poverty trap" (a armadilha da pobreza), um mecanismo perverso em que a precariedade presente, sobretudo na população idosa, impede a construção de segurança futura.3

No contexto baiano, essa realidade assume contornos ainda mais dramáticos: uma população que envelhece em ritmo acelerado, mas sem patrimônio, sem poupança, sem proteção social robusta e frequentemente sem acesso a condições mínimas para uma velhice digna.

O resultado é a consolidação de um envelhecimento sob pressão, onde a longevidade deixa de representar uma conquista civilizatória e passa a expor, de forma brutal, as desigualdades acumuladas por décadas de exclusão socioeconômica.

Thomas Piketty (2014) demonstra precisamente como a concentração patrimonial tende a se reproduzir e aprofundar desigualdades intergeracionais, especialmente em sociedades com baixa mobilidade social. Essa leitura dialoga diretamente com a realidade brasileira e, em particular, com os desafios contemporâneos da Bahia.

III. A ARTE DE ENVELHECER COMEÇA MUITO ANTES DA VELHICE

Salvador entre o sonho da longevidade e a sombra da violência.
Salvador entre o sonho da longevidade e a sombra da violência.

Talvez o maior equívoco contemporâneo seja imaginar que envelhecimento é assunto exclusivo dos idosos. Com o aumento da expectativa de vida da população brasileira, cresce também a preocupação com a qualidade de vida durante o envelhecimento.

A "arte de envelhecer" não deve ser entendida como um acaso biológico, mas sim como uma construção diária. É graças à arte de envelhecer com sabedoria que aceitamos ambiguidades, diferenças e contradições, abrindo espaço para uma diversidade de experiências.4

A forma como envelhecemos é determinada décadas antes. Educação, atividades físicas, esporte, lazer, alimentação, vínculos afetivos, estabilidade econômica, saúde emocional, espiritualidade e qualidade das relações comunitárias formam a arquitetura invisível da longevidade.

Nesse ponto, a discussão ultrapassa as contribuições da medicina e alcança a filosofia de vida. O envelhecimento populacional exige uma mudança de paradigma que vai muito além da manutenção da saúde física e da expectativa de vida. Trata-se de repensar o propósito, a autonomia e a dignidade na maturidade.

Viktor Frankl (2023), sobrevivente dos campos de concentração nazistas e fundador da "Logoterapia", afirmava que o ser humano suporta quase qualquer sofrimento quando encontra sentido para existir. O envelhecimento saudável depende exatamente disso: propósito.

O Brasil passa por uma transição demográfica intensa, de um país historicamente jovem para uma população cada vez mais envelhecida. O país vivencia um envelhecimento em ritmo muito mais rápido que na maior parte dos países desenvolvidos, o que traz consequências sociais, econômicas e sanitárias profundas.5

No contexto baiano, isso exige repensar profundamente nossas comunidades. Precisamos fortalecer famílias, ampliar a Cultura de Paz nas escolas, estimular convivência intergeracional e desenvolver sociedades que não descartem pessoas após determinada idade.

Hannah Arendt (1972) afirma que os legados que uma geração deixa à outra são guias imprescindíveis para que cada uma seja capaz de posicionar-se no presente como sujeito da História. Para a filósofa judia alemã, é necessário que as gerações sejam capazes de nomear suas realizações, seus feitos, dar sentido a eles e, assim, poder ofertá-los àqueles que chegam ao mundo depois de nós.

Não existe arte de envelhecer onde a sociedade perdeu a arte de cuidar uns dos outros. A verdadeira longevidade vai muito além de apenas "adicionar anos à vida"; trata-se de "adicionar vida aos anos", garantindo qualidade, propósito e bem-estar integral.

Para a população baiana, a arte de envelhecer, adicionando vida aos anos, exige combater desigualdades socioeconômicas e regionais, adaptando a infraestrutura das ruas, dos bairros e das cidades, expandindo políticas públicas preventivas de saúde e bem-estar social.

CONCLUSÃO: PROTEGER A VIDA É PREPARAR O FUTURO QUE DESEJAMOS HABITAR

Envelhecer no contexto de sociedades violentas desmascara a lógica da utilidade. O "Utilitarismo" do sistema econômico atual valoriza o indivíduo pelo que ele produz economicamente. O filósofo Zygmunt Bauman fala que a modernidade se transformou num "refugo social" para quem deixa de ser produtivo.

O modelo de economia neoliberal não apenas falha em proteger, mas decide quem "vale a pena" manter vivo. A ausência de redes de cuidado para a pessoa idosa vulnerável opera como uma forma silenciosa, na lógica perversa de deixar morrer quem não é produtivo.

Discutir a "arte de envelhecer", como bem aponta o Dr. Nilo Belotto (2024), exige recuperar a visão clássica da velhice (sabedoria e o respeito), ligada à experiência de vida e como ápice da reflexão e da memória histórica, contrapondo-se ao imediatismo e ao esquecimento contemporâneos, cuja lógica é acentuar o declínio, a fraqueza e a exclusão.

A sociologia nos mostra que o envelhecimento não afeta a todos da mesma maneira, pois é atravessado por marcadores de desigualdades. Na Bahia, Estado com a maior população negra do país, o envelhecimento é profundamente impactado pelo racismo estrutural, em que as mulheres negras carregam, historicamente, o fardo do trabalho de cuidado invisibilizado, chegando à velhice com menos recursos e mais problemas de saúde.

Segundo dados do IBGE, até 2070, 40% da população baiana terá mais de 60 anos e metade das pessoas que passaram a morar sozinhas recentemente na Bahia são idosas. O envelhecimento solitário tornou-se uma realidade social marcantemente excludente.

A transição rápida encurta o tempo do Estado para adaptar suas estruturas de apoio social. O Brasil possui leis avançadas, mas que encontram barreiras severas na execução real. O Estatuto da Pessoa Idosa, criado para garantir direitos integrais (saúde, transporte, prioridade jurídica), esbarra na escassez de orçamento e na falta de fiscalização.

O Estado da Bahia conta com marcos como a "Lei Estadual do Idoso" (Lei Nº 9.013/2004) e instâncias governamentais como a "Coordenação de Articulação de Políticas para a Pessoa Idosa" (CAPI). Contudo, o amplo acesso e a descentralização dessas políticas para o interior continuam sendo um desafio geográfico e orçamentário.

Órgãos como a Defensoria Pública do Estado da Bahia atuam diretamente no combate à violência patrimonial (golpes financeiros) e ao abandono familiar, que crescem à medida que a população baiana envelhece sem o devido suporte socioeconômico.

Inclusive, o Ministério dos Direitos Humanos (MDHC) instituiu a Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas (RENADIPI), cuja proposta é a integração das ações federais, estaduais e municipais contra a violência e a discriminação.6

O debate inaugurado por "A Arte de Envelhecer", de Nilo Belotto, chega em momento decisivo. O Brasil envelhece rapidamente, enquanto a violência, a desigualdade e a fragilidade institucional avançam em ritmo igualmente acelerado. A Bahia precisa compreender algo fundamental: segurança pública e políticas para envelhecimento pertencem à mesma equação civilizatória.

Nenhuma sociedade pode afirmar que alcançou desenvolvimento econômico e social verdadeiro se seus cidadãos envelhecem cercados por medo, abandono e invisibilidade social. O Pacto Pela Vida que defendemos não pode ser reduzido a uma agenda policial ou estatística.

O "Pacto Pela Vida" precisa ser um grande compromisso ético entre Estado e Sociedade. Deve começar, prioritariamente, na infância, consolidar-se na juventude, proteger a vida adulta e garantir que a velhice seja vivida com autonomia, respeito e significado.

A verdadeira arte de envelhecer começa quando uma sociedade decide que cada vida importa em todas as suas fases. Como ensinava Paulo Freire (1992), educar é um ato de amor e coragem. Talvez governar também devesse ser. Porque no fim, o futuro não será definido apenas por quanto tempo viveremos. Será definido pela qualidade humana do mundo que construímos para nele envelhecer.


NOTAS

¹ SILVA, Elaine Alves de Oliveira; LACERDA, Ângela Maria Gomes de Matos. A Violência e os maus-tratos contra a pessoa idosa. Revista Fragmentos de Cultura — Revista Interdisciplinar de Ciências Humanas, Goiânia, Brasil, v. 17, n. 2, p. 239–255, 2008. DOI: 10.18224/frag.v17i2.273. Disponível em: https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/fragmentos/article/view/273. Acesso em: 17 jun. 2026.

² https://www.saude.ba.gov.br. Acesso em: 17 jun. 2026.

³ Rentismo, o novo modo de produção | Outras Palavras. Acesso em: 17 jun. 2026.

A arte de envelhecer | Artigo — Portal Drauzio Varella. Acesso em: 17 jun. 2026.

https://observatorio3setor.org.br. Acesso em: 17 jun. 2026.

MDHC institui Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas. Acesso em: 17 jun. 2026.


Lançamento dos livros de Nilo Belotto

No dia 13 de junho de 2026, realizou-se o evento de lançamento dos livros A Arte de Envelhecer — A Espiritualidade na Velhice e O Amadurecimento de uma Vida, de autoria de Nilo Belotto. A celebração reuniu amigos, leitores e admiradores em uma tarde marcada pelo afeto, pelas conversas inspiradoras e pela presença generosa do autor, que dedicou cada exemplar com palavras de carinho.

Mais do que uma sessão de autógrafos, o encontro foi um convite à reflexão sobre a vida, a esperança e o propósito que nos acompanha em todas as idades — temas que atravessam a obra de Belotto e dialogam diretamente com o dossiê desta edição.

Nilo Belotto com leitor segurando os dois livros lançados.
Nilo Belotto com leitor segurando os dois livros lançados.
Encontro de amigos no lançamento dos livros de Nilo Belotto.
Encontro de amigos no lançamento dos livros de Nilo Belotto.
Nilo Belotto autografa exemplar para leitor durante o evento.
Nilo Belotto autografa exemplar para leitor durante o evento.
O autor concentrado, autografando livros sobre a mesa do evento.
O autor concentrado, autografando livros sobre a mesa do evento.
Leitor recebe dedicatória de Nilo Belotto em clima de festa junina.
Leitor recebe dedicatória de Nilo Belotto em clima de festa junina.
Leitores posam com Nilo Belotto e os livros recém-lançados.
Leitores posam com Nilo Belotto e os livros recém-lançados.
Nilo Belotto entrega exemplares autografados a um leitor.
Nilo Belotto entrega exemplares autografados a um leitor.

Referências


ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. Tradução de Mauro Barbosa de Almeida. São Paulo: Perspectiva, 1972.

ARENDT, Hannah. A condição humana. 10ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.

BAUMAN, Zygmunt. Medo líquido. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

BELOTTO, Nilo. A arte de envelhecer: a espiritualidade na velhice. São Paulo: Ed. do autor, 2024.

FRANKL, V. E. Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração. São Leopoldo: Sinodal; Petrópolis: Vozes, 2023.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

KAUFMANN, T. A idade de cada um: vida plena na velhice. Petrópolis: Vozes, 1982.

MAGALHÃES, Dirceu Nogueira. A invenção social da velhice. Rio de Janeiro: Papagaio, 1989.

MASCARO, Sonia de Amorim. O que é velhice? São Paulo: Brasiliense, 1997 (Coleção Primeiros Passos).

PIKETTY, Thomas. O capital no século XXI. Tradução de Monica Baumgarten de Bolle. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014.

SILVA, Elaine Alves de Oliveira; LACERDA, Ângela Maria Gomes de Matos. A Violência e os maus-tratos contra a pessoa idosa. Revista Fragmentos de Cultura — Revista Interdisciplinar de Ciências Humanas, Goiânia, v. 17, n. 2, p. 239–255, 2008.


Fontes complementares (acesso em 17 jun. 2026):

  • Secretaria da Saúde do Estado da Bahia — https://www.saude.ba.gov.br
  • Observatório do Terceiro Setor — https://observatorio3setor.org.br
  • Portal Drauzio Varella — A arte de envelhecer
  • Outras Palavras — Rentismo, o novo modo de produção
  • MDHC — Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas (RENADIPI)

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Sobre o autor

Ricardo Justo

Articulista do JUSTAMENTE NEWS. Análises sobre políticas públicas, Cultura de Paz e desenvolvimento humano na Bahia.